15.8.11

"À montanha vista sempre da minha janela.
As vezes o Sol a calcina. Outras a afaga.
Frequentemente a chuva a castiga
Não raro a névoa a envolve mansamente
Nunca a ouvi queixar-se por causa do calor ou
do frio. Jamais cobrou alguma coisa por sua
majestática beleza. Nem o agradecimento.
Ela se dá simplesmente. Gratuitamente
Não é menos majestosa quando o Sol a acaricia
do que quando o vento a açoita.
Não cuida se a olham. Nem se incomoda se a galgam.
Ela é como Deus: tudo suporta, tudo sofre, tudo acolhe.
Deus se comporta como ela.
Por isso a montanha é sacramento de Deus:
revela, recorda, aponta, re-envia.
Porque ela é assim. Ela é."

Sem comentários:

Enviar um comentário